Reestruturação ecológica e revitalização do charco pedagógico do AE Dr. Francisco Sanches

O projeto de reestruturação do charco pedagógico da escola está na fase da implementação de um conjunto de intervenções ambientais destinadas a potenciar a biodiversidade daquele equipamento escolar.
 A iniciativa pretendeu, acima de tudo, dar resposta à criação de condições mais favoráveis para a ocorrência e fixação de determinados grupos de organismos, tanto no meio aquático como na zona envolvente. Ao todo, foram implementadas e avaliadas três grandes medidas de gestão ecológica: a instalação de vegetação aquática, o controlo de espécies infestantes, e a criação de infraestruturas ecológicas. Este esforço conjunto visa restaurar e melhorar as condições gerais do charco, contribuindo diretamente para o aumento da qualidade da água e para a estabilização do fundo e das margens, além de criar habitats adequados para diversas espécies aquáticas e terrestres.
 A introdução de vegetação aquática seguiu uma estratégia rigorosa de promoção da heterogeneidade do ecossistema, tendo sido selecionadas várias espécies nativas com características flutuantes, submersas e emergentes. Entre a flora introduzida destacam-se espécies botânicas como a Potamogeton lucens, a Potamogeton natans e a Nitella, essenciais para o equilíbrio biológico do meio. A intervenção contou também com a colocação de bunho (Schoenoplectus lacustris), planta conhecida como junco-dos-lagos ou bonho, e com a montagem de uma estrutura especificamente desenhada para acolher o lírio-amarelo-do-charco, garantindo que estas espécies se consigam fixar e desenvolver com sucesso. Paralelamente à plantação, a vertente de conservação e limpeza foi um dos pontos fundamentais dos trabalhos. Para travar a perda de biodiversidade provocada pelo crescimento  de algumas plantas, procedeu-se ao controlo da tabúa-larga (Typha latifolia), contendo a sua propagação e evitando o seu comportamento tipicamente infestante. A equipa dedicada ao projeto realizou ainda a limpeza e remoção do excesso de matéria orgânica depositada no fundo, retirou algumas graminhas invasoras das margens e combateu a proliferação da alga filamentosa, que apresentava também um comportamento infestante. Com a conclusão destas ações, o charco pedagógico ganha uma nova vida, consolidando-se como um verdadeiro laboratório vivo e um refúgio de biodiversidade pronto para ser estudado e protegido pela comunidade escolar e a preparar o próximo ano letivo.












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